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Povos tupi · São Vicente, Brasil

Curupira: o guardião da floresta com os pés virados para trás

22 de outubro de 2026 · 14 min · Áudio em espanhol, inglês, português

Em 1560, um jesuíta anotou no Brasil que quem subia por um caminho de montanha deixava penas, abanos e flechas para os corupiras, mas não disse como eles eram. Três séculos depois, nos rios da Amazônia, o Curupira já era o guardião da floresta, com os pés virados para trás: acompanhamos, século a século, o que se escreveu sobre ele.

Uma batida surda nas sapopemas antes da tempestade, um canto que leva o caçador cada vez mais longe, três cruzinhas de pau e uma rodinha de cipó para quebrar o encanto, e uma mulher de Silves que volta para casa com um cesto de caça que enche a casa inteira: os contos que Couto de Magalhães e Barbosa Rodrigues anotaram no século XIX.

Capítulos

  1. 0:00Uma carta e um nome
  2. 0:38A oferenda no alto
  3. 1:30O que Anchieta ouviu
  4. 2:39Uma chama junto ao mar
  5. 3:27Outro jesuíta, muitos nomes
  6. 4:25Três séculos depois
  7. 5:36O protetor das florestas
  8. 6:39Batidas na floresta
  9. 7:35Quinze anos de contos
  10. 8:40Pegadas que vão ao contrário
  11. 9:40Muitos nomes pelo Brasil
  12. 10:33O canto que faz perder o caminho
  13. 11:26Como quebrar o encanto
  14. 12:21O cesto que encheu a casa
  15. 13:16Penas no alto

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